segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ganhadores x perdedores: um tapa na cara dos alunos

Os alunos da rede pública reclamam de suas escolas por não terem uma estrutura adequada, professores aptos, e muitas aulas vagas. O aluno reclama de provas que foram dadas, correm atrás de trabalhos de reposição de nota ao fim do bimestre e reclamam quando não encontram solução para suas notas baixas. Mas, me digam vocês, alunos da rede pública, vocês querem realmente TER AULAS DIGNAS?
A verdade é que os alunos vão à escola querendo ir embora, se há aula vaga ficam felizes em voltar para casa mais cedo, matam aula para ficar no banheiro, no pátio, ou namorando, não dão o devido valor e dedicação ao fazer lições e trabalhos, copiam de outros alunos e sites, e não prestam atenção em explicações de matérias, vivem a exibir seus status e beleza, e querem ser o melhor de todos, em termos de luxúria. Mas... Namoros acabam belezas vão embora, aulas vagas é tempo perdido de intelectualidade que não voltam atrás, e se você não corre atrás do tempo perdido, você vai ficando mais despreparado nessa corrida de sobrevivência econômica.
Os alunos de escola privada estão estudando porque a escola reprova se não houver aprendizado (diferente de muitas escolas públicas), possuem um inglês avançado, pois têm condições de bancar um curso de qualidade, podem viajar e praticar a fluência de língua estrangeira e adquirir experiência e conhecimento de culturas diferentes. Após os estudos fazem cursinho, para reforçar sua escolaridade.
Os alunos de rede pública (a maioria, perdoem os que tentam ser alguém nesse mundo de gaviões) fingem que estudam, caem nas comodidades da adolescência e vão deixando para trás o essencial ponto inicial de sua vida.
Projetando o futuro da situação “alunos da alta burguesia” e “alunos da rede pública”, os alunos da classe alta vão competir com os alunos de ensino público, passam no vestibular, fazem mestrado em outro país, enquanto poucos do outro time conseguem essa proeza e às vezes nem termina a faculdade por inúmeros motivos, principalmente por falta de recursos financeiros ou situações inesperadas, como a chegada de um membro da família.
Por fim, esse aluno da escola particular termina seu mestrado e concorrem com a outra camada social no ambiente de trabalho. Eaê? Quem vai se dar bem nessa jornada de desafios?
Cabe a você, independente de sua condição financeira escolher em qual time estar inserido: ganhadores ou perdedores que não aproveitaram as oportunidades?

É hora de agir, começar a criar seu futuro, se não quiser servir os ganhadores num futuro muito próximo. Boa sorte!
Texto baseado no sermão dado em sala de aula.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A magia que todos têm: poucos sabem, poucos usam.

Há palavras que contraem, demonstram e despertam sentimentos ruins, tristes. Há, igualmente, as que podem mudar um dia de decadência e desespero, em questão de segundos, para o melhor dia da sua vida. Há palavras que são usadas em vão, as palavras proibidas, que não dizem nada e dizem tudo, são apenas expressões de descarrego momentâneo. Há palavras que são de um vislumbre grandioso, que podem mudar qualquer situação por um fio para um final feliz, descarrego minucioso, tranquilo e culto. E, infelizmente, estas são as menos usadas por todos.

As palavras são mágicas. Sábio aquele que sabe o valor da ferramenta linguística e sabe usá-las de modo correto. Elas são, objetivas, subjetivas, é um tesouro real. A magia destas está nas entrelinhas das falas e escritas em todos os meios possíveis, a todo o momento.
Há palavras que não dão com as coisas para que servem. Algumas são perfeitamente aplicadas a sua função. Outras são questões de ponto de vista. A rima é um ponto forte para fazer os términos de palavras comuns trazerem lembranças a quem lê um texto ou a quem escuta algo. Pode ser lembranças boas ou ruins. E lembranças é algo sensível, oculto, determinante para modificar totalmente o humor de alguém.
Palavras... Até que ponto alguém pode ser sensível e calculista ao usá-las? Que dom é esse? Quem os tem? Felizes aqueles em que as palavras são suas amigas. Infelizes os que optaram por ser inimigos delas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O clichê, o diferente, o diferente-clichê e o clichê-diferente

A princípio, na infância, as crianças têm a mania de zombar das outras que demonstram ser diferentes. O bullyng mais comum é quando a criança possui um nome “estranho” ou se veste de maneira culta, popularmente denominada como NERD. Quem não já sofreu bullying que atire a primeira pedra!
Em contrapartida, à medida que as crianças vão entrando na adolescência e ficando mais maduras e com responsabilidades a situação muda: O diferente é o fator buscado por muitos. Ser normal já não é de grande valia, pois você será apenas mais um vagando pelo mundo. E isso não é o que as pessoas desejam para si. Ter nome diferente se torna legal, e a vestimenta compõe seu estilo próprio, embora alguns ainda “copiam” estilo de outras pessoas.
É comum encontrar em descrições de perfil do Orkut, por exemplo, textos de impacto, que mostram que a pessoa em questão é diferente das demais. Porém, esse “diferente” torna-se clichê.
O problema é que as pessoas estão buscando ser diferenciadas de modo igual, ou seja, há uma grande massa de pessoas diferentes-iguais.
Já algumas pessoas preferem serem elas mesmas e agem conforme acha que deve ser e acaba agindo de modo clichê-diferente. E esse é o ponto para quem deseja essa diferença da grande massa alienada.
O diferente já saiu de linha, o clichê voltou o clichê já não se torna mais clichê à medida que você coloque seu tempero secreto: o seu “eu” verdadeiro. Este é como a digital de cada indivíduo. O tempero essencial está em cada personalidade, entretanto, muitas pessoas utilizam sal e açúcar no lugar do tempero pronto.