Há palavras que contraem, demonstram e despertam sentimentos ruins, tristes. Há, igualmente, as que podem mudar um dia de decadência e desespero, em questão de segundos, para o melhor dia da sua vida. Há palavras que são usadas em vão, as palavras proibidas, que não dizem nada e dizem tudo, são apenas expressões de descarrego momentâneo. Há palavras que são de um vislumbre grandioso, que podem mudar qualquer situação por um fio para um final feliz, descarrego minucioso, tranquilo e culto. E, infelizmente, estas são as menos usadas por todos.
As palavras são mágicas. Sábio aquele que sabe o valor da ferramenta linguística e sabe usá-las de modo correto. Elas são, objetivas, subjetivas, é um tesouro real. A magia destas está nas entrelinhas das falas e escritas em todos os meios possíveis, a todo o momento.
Há palavras que não dão com as coisas para que servem. Algumas são perfeitamente aplicadas a sua função. Outras são questões de ponto de vista. A rima é um ponto forte para fazer os términos de palavras comuns trazerem lembranças a quem lê um texto ou a quem escuta algo. Pode ser lembranças boas ou ruins. E lembranças é algo sensível, oculto, determinante para modificar totalmente o humor de alguém.
Palavras... Até que ponto alguém pode ser sensível e calculista ao usá-las? Que dom é esse? Quem os tem? Felizes aqueles em que as palavras são suas amigas. Infelizes os que optaram por ser inimigos delas.


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